terça-feira, agosto 19, 2014

A felicidade não se compra




Com o tempo, nossa personalidade se desenvolve, vamos evoluindo, até chegarmos onde queríamos, ou melhor, onde nunca imaginávamos um dia chegar. Eu sempre me vi diferente das outras pessoas. Nunca tive um objetivo concreto, palpável. Nunca sonhei com carros luxosos, palacetes e roupas da moda. Nunca me apeguei a lugares, pessoas ou estilos de vida. Sempre fui um espírito livre. Veja bem, não estou dizendo que sou melhor do que você que está aí sentado em seu emprego chato, que lê esse texto enquanto pensa na desculpa para não ver seu namorado (que você não ama mais) essa noite.
Eu sou de outra cepa; sou daqueles que me apego aos sentimentos, às sensações.
Mas não foi de um dia para o outro que me tornei assim. Foi preciso amadurecimento, coragem e uma certa dose de autoconfiança. 
Especialmente nesse ano de 2014, o ano mais difícil da minha vida, mas sem dúvida, o que me trouxe maior aprendizado, percebi que a vida passa muito rápido, mesmo. Como diz Ferris Buller. Tão rápido que me parece uma idiotice tremenda perdermos tempo com filmes que não queremos ver, livros com histórias chatas, namoros sem amor e empregos que nos façam felizes apenas ao voltar pra casa e não, também, ao sairmos da nossa cama quentinha. 
Fazer apenas o que gosta requer coragem, sorte e um pouco de loucura. A zona de conforto me causa um desconforto incrível, sério. Eu ainda prefiro pensar grande, voar alto, mesmo sabendo que as consequências disso podem ser irreversíveis, que o risco de cair seja gigantesco, e que as críticas sempre virão. Mas quer saber, por enquanto, ainda vale a pena. Mesmo que meu pai se preocupe e ache que sou meio irresponsável e minha mãe me dê aquele sorriso tenso, sei que tudo vai ficar bem. 
Sempre fica.
Sábado eu tive um dia muito feliz. Minha família e a família da minha Pretinha enfim, juntas. Por um momento fiquei olhando para todos eles ali, sentados na grama, conversando como se conhecessem há anos. E foi ali, naquele momento, coma câmera na mão, que eu tomei a decisão de, mais uma vez, ser corajoso e meio louco.
Hoje troquei o emprego que só me fazia feliz ao sair por uma vida meio incerta, mas que no momento, me parece melhor. Pode ser que eu sirva de exemplo; bom ou mau, o tempo vai dizer. Mas prefiro me preocupar em ser feliz, hoje, por enquanto.
Porque como diz aquele filme que eu nunca assisti A Felicidade não se compra.


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