sexta-feira, abril 11, 2014

Até a próxima, Rico.




Nos encontros e desencontros da vida, conheci meu primo Ricardo. O Rico. Filho do irmão da minha vó, ele era o primo mais velho que eu tinha. Quando passei a me entender por gente, ele já dirigia, já saia para as discotecas boates (sim, em 1988 ninguém sabia o que era balada. Aliás a música deste post eu lembro de ter ouvido pela primeira vez enquanto ele lavava o carro na calçada) e eu era aquele moleque chato que falava de futebol e que os mais velhos não davam audiência. Fui crescendo e a distância entre nós foi aumentando. Foi chegando a minha vez de ir às baladas (agora sim!) e, depois do Reveillon de 2000 e um pagode que ele foi sem saber que eu tocava, nos vimos em dois tipos de ocasião; em velórios ou no Fran's Café da Voluntários. 
Sempre que ia lá com a Thaís, surgia um gol branco e um gordinho de olhos verdes me sorria: "porra, primo! De novo?!"
Foram várias vezes, mas infelizmente, também em vários velórios. O último foi o da minha avó, em 2012. Conversamos bastante de coisas sérias, até que ele, que não perdia uma piada, disse sorrindo:
 - Caramba, nos vemos em velórios ou tomando um cafézinho. Caralho! Onde será o próximo encontro.
O Rico se foi nessa madrugada. O bom coração não aguentou o colesterol ruim. Ele só tinha 45 anos.
Nunca combinamos de nos encontrar, sempre deixamos por conta do acaso. E assim vai ser. Não vou me despedir de você, porque não teria graça sabendo onde você está.
Me espere para um café, mas sem pressa. Hoje, farei um pra nós.
Até a próxima, Rico.


Um comentário:

Thaís Eveline disse...

Quando li o título do texto, pensei em te perguntar se era aquele que a gente sempre encontrava no Fran's... Mas lendo, vi que era sim... Muito novo para o que aconteceu. Sinto muito!! Força para a família!